Uma das contradições que o ser humano vive é precisar de liberdade e ao mesmo tempo querer sentir-se seguro.
Há pessoas que vivem num extremo deste eixo, pessoas para quem é impensável não ter um salário fixo ao final do mês ou um trabalho onde sabem exactamente qual é o seu papel. Há pessoas que vivem no outro extremo, que mergulham nas oportunidades sem certeza de que irão resultar e têm que descobrir o seu papel – e por vezes inventá-lo.
Pela natureza das coisas, os empresários tendem a viver nesta zona de liberdade. Os melhores profissionais que conheço nesta área vivem intensamente a sua independência.
Há 22 anos eu apaixonei-me pela ideia de liberdade que a RE/MAX proclamava. Numa sociedade como a portuguesa, em que as hierarquias no trabalho eram um facto assente, esta empresa dava espaço para as pessoas trabalharem por si, para gerirem o seu próprio tempo, para gerir a relação com o cliente, para gerir a negociação, o fecho do negócio e as parcerias que queriam fazer.
E como eu, havia muita gente que ambicionava esse espaço de autonomia. Havia – e continua a haver – muita gente que quando experimenta trabalhar sem um «chefe», a gerir o seu próprio tempo, a criar o seu próprio plano, a definir os seus objetivos – já não quer voltar atrás. Durante anos tivemos um mercado de trabalho que valorizava sobretudo a estabilidade, mas a revolução digital e as novas gerações fizeram explodir esse modelo.
Não somos todos iguais, há quem continue a preferir ter menos responsabilidade e que tem outras prioridades na vida, mas há muita gente com vontade de dar o salto, e a pandemia e o teletrabalho vieram tirar muitos coelhos dessa cartola. Vemos muita gente que vem trabalhar para o mundo das vendas à procura dessa liberdade.

Claro que a liberdade pressupõe responsabilidade. A liberdade sem qualquer limite, sem consciência da liberdade dos outros, pode ser destrutiva. No caso da RE/MAX a autonomia vem com o compromisso de cumprir as regras da profissão e os códigos de ética. Como disse o Papa João Paulo II: «A liberdade consiste não em fazer o que gostamos, mas em termos o direito de fazer o que devemos».
A autonomia no trabalho promove o crescimento dos profissionais quando existe um ambiente focado no apoio em vez do controlo. Uma empresa que confia na capacidade das pessoas para fazerem o seu trabalho gera profissionais confiáveis, com maior consciência do seu papel e do seu contributo para o crescimento de todos.
As vantagens não são só para os profissionais, as empresas ganham não só porque as pessoas ficam mais motivadas, mas porque ao dar o poder de encontrar as suas próprias soluções, cada pessoa pode encontrar a sua, aumentando a diversidade e a inovação na empresa.
A liberdade é um pilar dos valores de referência do Grupo Latina e é um dos grandes princípios da RE/MAX – e eu acredito que, neste século, qualquer empresa que queira ter sucesso e reter os melhores profissionais tem que lhes dar autonomia